Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos

The firm Ramos de Azevedo designed Mansão das Rosas in 1930. This beautiful house, today a reference in the lives of paulistanos - the capital's inhabitants - was one of the last buildings built at Avenida Paulista during the wealthy coffee period. The building was listed by Condephaat on October 22, 1985. Casa das Rosas was reopened on September 19, 1995 to be a distinctive cultural place, equipped with computers and open to exhibitions. Today, ...(more)
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Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos





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The firm Ramos de Azevedo designed Mansão das Rosas in 1930. This beautiful house, today a reference in the lives of paulistanos - the capital's inhabitants - was one of the last buildings built at Avenida Paulista during the wealthy coffee period. The building was listed by Condephaat on October 22, 1985. Casa das Rosas was reopened on September 19, 1995 to be a distinctive cultural place, equipped with computers and open to exhibitions. Today, it is primarily used for reading and research activities. In December, 2004, the mansion was renamed Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Em dezembro de 2004, a mansão passou a se chamar Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

A Casa das Rosas foi projetada no final da década de 20 pelo arquiteto Ramos de Azevedo para ser a residência da sua filha Lúcia, recém casada com o engenheiro Ernesto Dias de Castro. Ramos de Azevedo não chegou a ver o projeto concluído, pois faleceu em 12 de junho de 1928 e a construção só ficou pronta sete anos mais tarde, sendo assinada por Felisberto Ranzini. Durante 51 anos, residiram sua filha, Lucia Ramos de Azevedo e seu marido, Ernesto Dias de Castro e, mais tarde, Ernesto Dias de Castro Filho e sua esposa, Anna Rosa.

Construída numa área de 5.500 metros quadrados, a Casa possui 30 cômodos no estilo arquitetônico francês, além um enorme vitral colorido, que decora o hall de entrada. Seus pavimentos se dividem em térreo, mansarda, primeiro andar e porão. A atração do espaço é o jardim, inspirado do Palácio de Versalhes, que abriga o famoso roseiral, origem do nome da casa.

Habitada até 1986, a mansão foi desapropriada pelo Governo do Estado quando, o CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), tombou o local no dia 22 de outubro de 1985. A Casa passou cinco anos, de 1986 até 1991, sendo restaurada. Em 11 de março de 1991, a Secretaria de Estado da Cultura inaugurou o espaço cultural conhecido por Casa das Rosas – Galeria Estadual de Arte, que exibia mostras temporárias de obras do acervo artístico do Estado, divulgando as iniciativas da rede estadual de Museus e do Departamento de Museus e Arquivos. Em março de 2003 a casa foi fechada para reformas.

Em 09 de dezembro de 2004, a Casa das Rosas foi reinaugurada com nova vocação: o primeiro espaço público do país destinado à poesia, nomeado de Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, abrigando o acervo de cerca de 20 mil volumes da biblioteca do poeta, tradutor e ensaísta Haroldo de Campos (1929-2003). A atribuição desta nova vocação à Casa das Rosas tem se revelado um grande acerto: uma biblioteca circulante especializada em poesia, cursos bimestrais, exposições, peças de teatro, lançamentos de livros, palestras, eventos musicais. A Casa tem a direção do professor e poeta Frederico Barbosa, que idealizou o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e literatura como um local democrático de reflexão sobre a literatura e de divulgação da quase sempre esquecida arte da poesia.